Pessoas, momentos e histórias sempre há algo a mais: ponto escondido, olhar enrustido, vírgula fora do lugar ou tê sem cortar.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
domingo, 26 de dezembro de 2010
A parte que (nos) falta
Você teima em dizer que te atropelo com perguntas e opiniões, que não espero por uma brecha deixada numa reticência leve ou que conclua a sentença com o seu ponto final. Daí, fico pensando se não é mesmo assim que se constrói um diálogo, se é você que tem necessidade de pequenos monógolos intercalados ou se, na verdade, um diálogo nada mais é do que uma combinação daqueles dispostos um sobre o outro. Talvez, no seu raciocínio, seja preciso que cada um deles saiba onde se posicionar e que seria pecado mortal a intromissão de um no espaço do outro. O meu medo é que, avaliando conversas simples (ou complexas) dessa forma, seja provável que você avalie uma relação seguindo essa mesma lógica.
Neste caso, cada um teria o seu espaço no parágrafo - logo ali, depois dos dois pontos e abrindo a sentença com o seu travessão. Ora! Prefiro construir algo junto. Já pensou como seria mágico se pudéssemos colocar uma palavra na frase da outro?
Ter o nosso dualismo numa coisa só.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Vento ponteiro
Lá fora há um papel correndo na enxurrada, parece que vai longe.
Lá fora há um sol lindo e laranja. Quente, parece me convidar.
Mas há tanto aqui dentro, que já não sei se posso deixar tantas lembranças órfãs. Não acho que serei capaz de abandoná-las, elas já fazem parte de mim de algum modo - pra sempre. O sol não poderia simplesmente me queimar ou a chuva, que fosse, ela não poderia me carregar por aí? Hoje em dia, todo mundo incorporou essa coisa do make yourself e não posso, simplesmente, ignorar as convenções do mundo em que vivo. Se fosse possível, tenho uma boa lista de ideias das coisas serem feitas.
De certa forma tudo já está correndo e me queimando. Nem todos os dias algo grande acontece e nem todos os pequenos acontecimentos fazem algum sentido, por mais queira encontrar vestígios das minhas fantasias na realidade.
Como uma palavra que o vento levou devagarzinho pra bem perto do meu ouvido e depois foi assoprando, impregnando, lentamente, cada fonema na minha mente. Aquele mesmo vento propagador dos meus melhores momentos para o fundo da minha alma. Mesmo quando ele era uma brisa gostosa e leve que nem balançava direito os meus cabelos, mas dava um frescor por todo o meu corpo. Ou quando ele ganhou força e até ensaiou uma pequena ventania. Fiquei desconcertada, lembro de ter-me arrepiado inteira com tamanha sensação de liberdade, mas não era nada que fizesse os papéis na mesa se perderem pela varanda em busca de um pouso distante. Talvez esse seja o momento de encontrar os quatro ventos.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Cloudy
Coração quando começa a bater apertado é sinal de que tem coisa demais dentro. O amigo mais próximo aconselha comprar uma caixa de madeira envernizada (com duas demãos, pelo menos) e guardar o excesso em uma pilha simples. Há quem diga que de nada adianta, e que o melhor mesmo é separar tudo com divisórias altas e firmes. Lembrar sempre/Não pensar/Priorizar/Apenas em casos de emergência/Spam. Você pode compactar tudo, mas há sempre o risco de receber novos sentimentos para agregar num mesmo espaço e pode ser difícil reorganizar as pastas. Até porque é preciso considerar que alguns são tão enérgicos que tentarão mudar de categoria. É preciso estar atento - todo o tempo, todo o tempo. E, se ainda assim, o coração teimar em ficar apertado. Desista, a verdade é que não há receita de bolo.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Don't analyse
Eu sinto saudades das coisas que tenho e de gente que vejo todos os dias.
Isso é saudade?
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Free & diet
É bom que você saiba que eu me desgastei também, mas que não perdi a moeda de troca para me refazer inteira. Todos os dias me alimento um pouco do vento, das melodias, dos sorrisos alheios e do tempo. Me permito alguns excessos, vez ou outra, para não cair na rotina. É aí que eu me entrego às doses de você. Do seu modo, seriam todas homeopáticas, mas gosto de me lambuzar por inteira na sua voz, entorpecer-me no seu calor e me embebedar dos seus olhares. Cautela eu só incluo no cardápio nos dias santos e feriados, no resto, eu gosto é do 'bom gosto'. Segunda eu reservo uma porção de disposição; na terça me satisfaço com a motivação; quarta eu me permito uma cevada, que é dia de jogo e ninguém é de ferro. No mais eu deixo a quinta, sexta e sábado à vontade. Um pouco de tudo e sem aspartame. Domingo, como eu disse, reservo pra cautela.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
O dia em que eu acabei com a piscina da minha lavanderia
Para quem quiser conhecer um pouco do meu lado cômico, confiram o post colaborativo para o Guia do Solteiro sem empregada, do meu amigo Ricardo Côrrea.
Comentário do Ricardo: Minha gente: o blog do Solteiro, Sozinho sem Empregada está de volta e hoje vive um momento inédito. Pela primeira vez na história, aceitamos um post colaborativo. Trata-se de texto escrito pela Ana Clara Otoni, que conta suas agruras em sua casa. Prestem atenção em como a vida não é difícil apenas na green house. E confie no que ela disse sobre o veda rosca. Se você esqueceu, lembre-se deste post que fala sobre o importante item (http://solteirosemempregada.blogspot.com/2007/11/hoje-histria-curta-pois-o-tempo-curto.html). E desconsidere a última frase do texto dela. :)
Sou uma moça sozinha (embora more com mais duas meninas), solteira (com o namorado a 586 KM de distância) e sem empregada. Ou seja, não sou tão sozinha assim, nem solteira, mas o fato que interessa mesmo é que passo perrengues semelhantes, senão, piores que os do meu amigo Ricardo Corrêa.
Depois de passar meses esquentando a barriga no fogão durante todos os dias úteis fazendo brigadeiros para vender na faculdade, finalmente, consegui juntar dinheiro para comprar a máquina de lavar da república. Na ocasião, contei com os trabalhos braçais e de comerciantes de outras duas rommattes. Mas, porém, todavia, contudo, o caso que venho contar não tem nada a ver com essa máquina. Até porque eu a perdi no jogo. Não, eu não sou viciada em drogas, tampouco em bingo de domingo da Afonso Pena. Mas com a saída das duas meninas que moravam comigo na república, eu perdi a máquina em um sorteio. Foi quando dei, talvez, o passo mais importante da minha vida: comprei a minha própria máquina de lavar. Que alegria imensa! O que senti se assemelha a isso aqui.
Bem, sem mais delongas...deixe-me contar a história que interessa.
Com a chegada da máquina nova, fiz a instalação dela todinha...
Até aí, tudo bem. O problema mesmo foi a torneira que sai da área de lavar, que começou a pingar freneticamente, como que se rebelasse contra a nova parceira de cômodo, ou como que apontasse o seu desgaste de três décadas. (bem, isso é um exagero, mas a torneira já estava bem capenguinha mesmo).
Depois de umas três meses de enrolação, finalmente, comprei a torneira nova para trocar.
Foi quando começou o pesadelo. Para quem, como eu, não sabe, existem dois tipos básicos de torneiras a de 3/4 e a de 1/2.
Eu sabia que a da minha lavanderia tinha uma entrada grossa, mas não me atentei para essa medida específica até chegar à loja de suprimentos eletrônicos e domésticos do meu bairro.
Era um sábado ensolarado e não era uma boa ideia acabar com a piscina doméstica que a minha área de lavar tinha se transformado, mas eu precisava aproveitar a presença do meu namorado em BH para fazer o conserto da torneira.
O moço da loja me explicou que, por eu morar em um prédio mais velho, era mais provável que a medida da torneira fosse a de 1/2. E que, caso não fosse, era só eu comprar um adaptador que daria certo depois.
Comprei a torneira, e saí pela rua feliz e saltitante.
Chegando em casa, pedi ao meu namorado para trocar a torneira para mim e descobrimos que eu havia comprado a medida errada. E era óbvio que, o moço não trocaria uma torneira já aberta do pacote. Então, perdi a chance de contar com o meu prestativo namorado, pois, na semana seguinte, ele já não estaria em Belo Horizonte.
Pedi que uma das meninas que moram comigo para comprar o tal adaptador.
Depois de uns três dias, fui fazer o serviço.
Torci o cano e a torneira até que eles saíssem na minha mão.
Desenrosquei a torneira do cano, coloquei o adaptador e encaixei a torneira. YES! Tinha dado certo, pelo menos o encaixe foi perfeito.
Porém, quando chegou a hora de juntar a torneira com a mangueira da máquina, percebi que havia alguma coisa errada.
Constatei que haviam três peças da torneira sobrando, e, como diria o veterano desse espaço, não é um bom sinal quando sobram peças em alguma instalação.
Então, percebi que na verdade não eram três peças, mas duas. Uma delas era a rodinha do refil da veda-rosca, mas eu JURO que parecia uma peça para encaixar torneiras.
Fui novamente à loja e expliquei o meu problema pro moço.
Ele me fez comprar mais um adaptador, uma veda rosca e uma resistência para o chuveiro. Pois é, uma resistência para o chuveiro. Nada a ver com a máquina, eu sei. Mas ele disse que talvez seria esse o problema que comentei sobre o cheiro de queimado e depois a água fria no chuveiro da minha casa.
Mais uma vez, voltei para casa feliz e saltitante, cantarolando pela rua e sorrindo para os passarinhos....
Cheguei na área de lavar decidida. Tomei o cano com a torneira nas mãos e torci, torci, torci e torci para desenroscar os dois e nada.
Bati no vizinho e pedi um alicate emprestado. Ele me disse "esse é daqui eu peguei emprestado do prédio mesmo, quando terminar devolve para o porteiro". Ok, sem problemas.
Ou melhor, com problemas. Eu não conseguia desenroscar o cano que eu mesma tinha enroscado na torneira nem com reza brava.
P da vida, fui até a portaria e pedi para o porteiro me ajudar. Ele também torceu, revirou a cara, pôs mais força e nada. Disse apenas "É, acho que essas peças estão coladas, viu". E eu expliquei que não, que tinha sido eu mesma a encaixar as duas coisas e que agora estava muito firme para soltar. Ele soltou um: "Foi você mesma quem encaixou isso aqui? Minha Nossa Senhora!!!"
Finalmente, o porteiro conseguiu desenroscar os dois objetos. Ele ainda me deu um conselho "você precisa daquele negócio, é, é, é...teflon".
Eu: - "Ah, veda-rosca, né? Sim, sim...eu já comprei".
OU SEJA, todo o problema deveu-se ao fato de eu não ter usado a bendita veda-rosca no encaixe do adaptador com o cano.
Já no meu apartamento, não tive mais problemas. Encaixei um adaptador no cano, o outro na torneira e um terceiro na máquina de lavar e pronto!
A minha máquina de lavar estava prontinha para receber uma trouxa de roupas e isso não significaria mais "tarde na piscina da lavanderia".
Então, vamos lá, o que aprendemos com esse post:
> As medidas mais comuns de torneiras são 1/2 (mais fina) e 3/4 (mais grossa). Quando for trocar uma torneira, verifique qual é a espessura do cano da sua casa. Tem sempre marcando na saída do cano. Assim, você evita todo o transtorno que eu passei.
> Tenha sempre veda-rosca em mãos. (não isso não é um trocadilho infame) Veda-rosca é aquela fitinha branca que você passa nas extremidades da torneira e dos canos para fazer a ligação de um com o outro. Há pessoas que a chamam de teflon, embora eu só conheça um tecido com esse nome, enfim...
> Nunca faça as unhas à noite e vá consertar a torneira da máquina de lavar pela manhã. (sim, é óbvio, estúpido, mas eu fiz...)
> Compre um alicate. Assim você evita ter que mobilizar o prédio inteiro atrás do equipamento pra você. Ok, no meu caso foi só o porteiro e o meu vizinho, mais ainda assim é chato.
> Não é normal cheiro de queimado saindo do chuveiro. Você pode estar precisando de uma resistência nova.
> Sempre desconfie de um cara que mora numa "green house".
Depois de passar meses esquentando a barriga no fogão durante todos os dias úteis fazendo brigadeiros para vender na faculdade, finalmente, consegui juntar dinheiro para comprar a máquina de lavar da república. Na ocasião, contei com os trabalhos braçais e de comerciantes de outras duas rommattes. Mas, porém, todavia, contudo, o caso que venho contar não tem nada a ver com essa máquina. Até porque eu a perdi no jogo. Não, eu não sou viciada em drogas, tampouco em bingo de domingo da Afonso Pena. Mas com a saída das duas meninas que moravam comigo na república, eu perdi a máquina em um sorteio. Foi quando dei, talvez, o passo mais importante da minha vida: comprei a minha própria máquina de lavar. Que alegria imensa! O que senti se assemelha a isso aqui.
Bem, sem mais delongas...deixe-me contar a história que interessa.
Com a chegada da máquina nova, fiz a instalação dela todinha...
Até aí, tudo bem. O problema mesmo foi a torneira que sai da área de lavar, que começou a pingar freneticamente, como que se rebelasse contra a nova parceira de cômodo, ou como que apontasse o seu desgaste de três décadas. (bem, isso é um exagero, mas a torneira já estava bem capenguinha mesmo).
Depois de umas três meses de enrolação, finalmente, comprei a torneira nova para trocar.
Foi quando começou o pesadelo. Para quem, como eu, não sabe, existem dois tipos básicos de torneiras a de 3/4 e a de 1/2.
Eu sabia que a da minha lavanderia tinha uma entrada grossa, mas não me atentei para essa medida específica até chegar à loja de suprimentos eletrônicos e domésticos do meu bairro.
Era um sábado ensolarado e não era uma boa ideia acabar com a piscina doméstica que a minha área de lavar tinha se transformado, mas eu precisava aproveitar a presença do meu namorado em BH para fazer o conserto da torneira.
O moço da loja me explicou que, por eu morar em um prédio mais velho, era mais provável que a medida da torneira fosse a de 1/2. E que, caso não fosse, era só eu comprar um adaptador que daria certo depois.
Comprei a torneira, e saí pela rua feliz e saltitante.
Chegando em casa, pedi ao meu namorado para trocar a torneira para mim e descobrimos que eu havia comprado a medida errada. E era óbvio que, o moço não trocaria uma torneira já aberta do pacote. Então, perdi a chance de contar com o meu prestativo namorado, pois, na semana seguinte, ele já não estaria em Belo Horizonte.
Pedi que uma das meninas que moram comigo para comprar o tal adaptador.
Depois de uns três dias, fui fazer o serviço.
Torci o cano e a torneira até que eles saíssem na minha mão.
Desenrosquei a torneira do cano, coloquei o adaptador e encaixei a torneira. YES! Tinha dado certo, pelo menos o encaixe foi perfeito.
Porém, quando chegou a hora de juntar a torneira com a mangueira da máquina, percebi que havia alguma coisa errada.
Constatei que haviam três peças da torneira sobrando, e, como diria o veterano desse espaço, não é um bom sinal quando sobram peças em alguma instalação.
Então, percebi que na verdade não eram três peças, mas duas. Uma delas era a rodinha do refil da veda-rosca, mas eu JURO que parecia uma peça para encaixar torneiras.
Fui novamente à loja e expliquei o meu problema pro moço.
Ele me fez comprar mais um adaptador, uma veda rosca e uma resistência para o chuveiro. Pois é, uma resistência para o chuveiro. Nada a ver com a máquina, eu sei. Mas ele disse que talvez seria esse o problema que comentei sobre o cheiro de queimado e depois a água fria no chuveiro da minha casa.
Mais uma vez, voltei para casa feliz e saltitante, cantarolando pela rua e sorrindo para os passarinhos....
Cheguei na área de lavar decidida. Tomei o cano com a torneira nas mãos e torci, torci, torci e torci para desenroscar os dois e nada.
Bati no vizinho e pedi um alicate emprestado. Ele me disse "esse é daqui eu peguei emprestado do prédio mesmo, quando terminar devolve para o porteiro". Ok, sem problemas.
Ou melhor, com problemas. Eu não conseguia desenroscar o cano que eu mesma tinha enroscado na torneira nem com reza brava.
P da vida, fui até a portaria e pedi para o porteiro me ajudar. Ele também torceu, revirou a cara, pôs mais força e nada. Disse apenas "É, acho que essas peças estão coladas, viu". E eu expliquei que não, que tinha sido eu mesma a encaixar as duas coisas e que agora estava muito firme para soltar. Ele soltou um: "Foi você mesma quem encaixou isso aqui? Minha Nossa Senhora!!!"
Finalmente, o porteiro conseguiu desenroscar os dois objetos. Ele ainda me deu um conselho "você precisa daquele negócio, é, é, é...teflon".
Eu: - "Ah, veda-rosca, né? Sim, sim...eu já comprei".
OU SEJA, todo o problema deveu-se ao fato de eu não ter usado a bendita veda-rosca no encaixe do adaptador com o cano.
Já no meu apartamento, não tive mais problemas. Encaixei um adaptador no cano, o outro na torneira e um terceiro na máquina de lavar e pronto!
A minha máquina de lavar estava prontinha para receber uma trouxa de roupas e isso não significaria mais "tarde na piscina da lavanderia".
Então, vamos lá, o que aprendemos com esse post:
> As medidas mais comuns de torneiras são 1/2 (mais fina) e 3/4 (mais grossa). Quando for trocar uma torneira, verifique qual é a espessura do cano da sua casa. Tem sempre marcando na saída do cano. Assim, você evita todo o transtorno que eu passei.
> Tenha sempre veda-rosca em mãos. (não isso não é um trocadilho infame) Veda-rosca é aquela fitinha branca que você passa nas extremidades da torneira e dos canos para fazer a ligação de um com o outro. Há pessoas que a chamam de teflon, embora eu só conheça um tecido com esse nome, enfim...
> Nunca faça as unhas à noite e vá consertar a torneira da máquina de lavar pela manhã. (sim, é óbvio, estúpido, mas eu fiz...)
> Compre um alicate. Assim você evita ter que mobilizar o prédio inteiro atrás do equipamento pra você. Ok, no meu caso foi só o porteiro e o meu vizinho, mais ainda assim é chato.
> Não é normal cheiro de queimado saindo do chuveiro. Você pode estar precisando de uma resistência nova.
> Sempre desconfie de um cara que mora numa "green house".
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