sábado, 21 de janeiro de 2012

You could be so much more


"As I fall, and you turn away.
You walk down corridors miles away from heart.
As I breathe, as I surrender...
I hear the sound of whispering.
Replace these veins, with these stomach aches
and butterflies that long to tear away.
Screaming, I'll tear out, I'll tear out,
I'll tear out your heart.
With the lights out, I hope you never leave my side.I promise to leave my weapons left by the bedside.
As you stand pressed up on the wall,
they march in outfit with lullabies that long to hurt us all.
Now I'm your escape route, but I could be so much more". 
PICKETT, Luke.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Não venha [nem em pesadelos]

Fui dormir tranquila, leve. Não costumava ser assim já tinha tempo...talvez muito mais de um ano. Daí, você se aproveitou de toda a liberdade que um dia já nos demos e reapareceu feito um pesadelo. Claro, se cobriu da sua pele morena, seu cheiro inebriante, sua barba por fazer, seu jeito forte de se expressar... e foi o bastante para me arrebatar os sentidos.
Deitou em meu colo, brincou com nossos antigos e peculiares jogos, prometeu me amar. E até cuidar de mim. 
Colocou sua roupa mais bonita disse que voltava. Esperei [até o amanhecer]. Chegou sorrindo, um presente nas mãos - porque não poderia ser mais clichê - entregou-me o embrulho, sorriu mais uma vez e deu-me uma dose da sua voz macia. 
Meus olhos mostravam toda a minha cólica. Saí querendo morrer e te matar. Nunca faria um ou outro, mas os meus olhos sim...ah, eles não tinham nenhuma intenção de perguntar-me o que fazer. O matariam como um laser...deixando você queimar aos poucos, implorar por perdão e dizer me amar por fim. Mas, meu coração já tinha entendido bem que o correto pra ele era deixar sangrar cada gota do que havia restado da minha esperança. 
Precisava ser tão cruel? Eu estava vivendo bem. Acho que até estava feliz.
Acordei e respirei ainda certo ódio latente, mas aliviada. Minha realidade tem sido muito melhor que qualquer sonho, obrigada.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

preferências



"Verdade é que, se todos os gostos fossem iguais, o que seria do amarelo?"


(ASSIS, Machado. O Alienista, p.55)