quinta-feira, 16 de agosto de 2012

de tudo o que perdemos



Eu tenho que parar de iniciar frases na condicional, deixar de aprisionar minhas ideias em algo de um tempo nunca vivido. Parar de imaginar bobagens, de dormir com a porta fechada como se alguém pudesse entrar no meio da noite para assombrar qualquer sonho bom. Parar de pensar no que seria da vida e encarar que só há uma coisa a fazer todos os dias, inclusive nos mais difíceis. 

Viver com uma certeza assim talvez fosse muito mais fácil do que pra alguém que ouviu a vida inteira que a única certeza de fato é a morte. Sair sem medo de pisar em algum deixado no caminho, apanhar, reconhecer valor... 



Sobreviver.

Foto: Reprodução (500) Days of Summer.

3 comentários:

  1. Seu texto é lindo, envolvente, mas, com toda sinceridade, ele é a antítese de você. Parece que precisa de muito dele para dar aqueles belos sorrisos peculiares a você.

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  2. Ainda peno para entender pq ninguém nasceu preparado pra entender a única certeza de que ouvimos falar a vida inteira. A vida inteira ouvindo falar do fim da vida. Um dia Deus me conta.

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  3. A vida é curta.
    A morte é certa.
    Pois seja em luta
    franca e aberta.

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