segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sobre a inércia alheia


Você ignorou a ligação, a mensagem e todos os meus pensamentos. Fato.
Provavelmente, quis reprimir toda a vontade que tentava corromper o "bom-moço" e, assim, evitar o perigo. Ou seria a verdade?
Não sei se você foi covarde ou se eu fui quem arriscou demais. Você deve nem achar, mas eu tenho muito a perder. Certas coisas a gente demorar pra conquistar, não são como aquele sorriso que você arranca dos meus lábios apenas com a sua chegada. Eu tô falando de coisas que você não compreende, não viu. Não tem. 
É por isso que deve pensar que estou correndo riscos por aí. Pegando escalas malucas, fazendo horários bizarros e desenhando seu rosto em outros lugares. Saiba que se estou, não deveria. As minhas aventuras são calculadas, ensaiadas até, eu diria. E, não, eu não acho que isso faça com que elas percam o frescor da surpresa. Mas, saiba que quando são frustradas, contabilizo meus sofrimentos, minhas angústias e cada risco em vão. Vou marcando tudo num caderninho, um dia mando a conta.

6 comentários:

  1. Ai, ai... eu podia te plagiar e usar esse texto para dizer umas coisas que tocaram meu coração esses dias em relação a uma certa campineira. Mas, como há dias eu me disse que nada mais diria em relação a isso sobre o que falo aqui, então nada mais digo. E Campinas se tornou um lugar ao qual nem fui e de lá já voltei - e, mesmo assim, em muito lá fiquei. Ô, tempo bão de tomar pinga.

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  2. Certas pessoas nos causam sofrimentos, mas nos impulsionam a viver, sonhar, permitir, desaguar.. um dia, e eu digo nós (porque vc sabe de toda a história), mandaremos a conta e o total será de muitas flores, risos e uma alegria interminável!

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  3. O problema é quando o saldo é negativo.

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  4. Talvez o saldo não seja negativo...

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