sexta-feira, 11 de junho de 2010

Datando o amor





Impressionante como a gente internaliza datas. E não digo apenas daquelas que têm um personagem-tema, um papai-noel ou um coelho com ovos qualquer. Datas daquelas que mudam a nossa rotina, o cabelo e as compras. Datas que marcam uma nova vida, um novo amor e assim, de tanto marcar, vai tornando a data velha, o motivo caduco, mas a gente tá sempre lá pra soprar as velinhas, aplaudir com emoção ou dedicar um presente à alguém. A verdade mesmo é que celebração é sempre uma constante. Fico pensando nessas datas que envolvem o amor. Sim, porque o amor se comemora, se data. Algumas pessoas o vivem.Dizem até que é possível senti-lo, veja só. Há quem diga que ele às vezes vai embora. Que rumo toma será? Imagine só estar parado no ônibus e dar de cara com ele, dar um tapinha nos ombros, dizer "sumiu, hein?" e logo emendar um "Oh, esse é o meu"? Entrar no coletivo e sorrir contente por ter encontrado o amor bem, saudável, até mais bonito. Mas o engraçado mesmo seria perceber que ele não fez falta, ou que já arrumou um lugar pra morar e, por isso, pega outra rota, diferente da minha. É possível que algo assim aconteça com alguém e que a pessoa ainda date o encontro. " - Hoje, encontrei o amor na esquina." Eu, contudo, prefiro ser daquelas que acreditam que é possível vivê-lo. 

2 comentários:

  1. Sim, é possível vive-lo. Acredite nisso. Eu acredito. O amor é um sentimento bem palpável, ao contrário da felicidade, que ainda não sei definir o que é.
    Paulo Paiva

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  2. "Imagine só estar parado no ônibus e dar de cara com ele, dar um tapinha nos ombros, dizer "sumiu, hein?""

    Me peguei aqui rindo. É que as pessoas têm uma mania de sacralizar o amor. Olhar como uma coisa quase divina. E talvez ele seja isso mesmo. Um velho conhecido que a gente encontra de tempos em tempos. Ora mais gordo, ora mais bonito, ora mais saudável, ora mais complicado.

    Bjs.

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