Me esforcei para enviar em transmissão de pensamento algo que fizesse você entender o que se passa por aqui. Se deu certo, não sei.
Vai ver você não parou um minuto sequer do seu dia para refletir sobre as oportunidades que deixou passar ao longo desses anos.
Eu sim. Se deu certo, não sei. Pensei nos planos, nos fatos e no sorriso.
Quando vejo tragédias ao nosso redor penso nas nossas pequenas lamúrias e no quanto desperdiçamos a chance de sermos felizes. Você calmamente dirá "aponta pra fé e rema".
Mas e você, tem remado?
Pessoas, momentos e histórias sempre há algo a mais: ponto escondido, olhar enrustido, vírgula fora do lugar ou tê sem cortar.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Desconfie da maré
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terça-feira, 12 de março de 2013
Sobre o semelhante uterino
Tinha um medo ingênuo do amigo mais velho dos meus pais que vinha visitar a gente vez ou outra tarde da noite.
Depois foi a insegurança de ser aceita como era pelos coleguinhas novos. Ter que gostar das brincadeiras deles e saber que ninguém iria escolher a minha sugestão.
A preparação para as festas era sempre a mesma coisa: eu iria para a casa das amigas, escolheria uma roupa razoável a todos e tinha o comportamento adequado para a gente da cidade.
Daí veio o medo de saber que o meu primeiro namoro iria um dia terminar. A garganta seca por pensar que minha mãe iria me deixar. O total desconhecido "monstro" que ela pintou sobre a vida na academia e na metrópole.
A solidão compartilhada com milhões.
E, agora, o medo do conhecido sempre vigilante desde a infância. A impotência pelas palavras já proferidas e guardadas com o rancor de quem ouviu atrás da porta.
O susto. A reação certeira. O medo. O medo. O medo.
O fim do dia, o cair da noite, o escuro, os olhares atravesssados. Tudo parece contribuir para que eu siga apressada e amedrontada com o meu redor.
Uma loucura. Uma solidão. Um desespero. Uma tristeza sem fim. Uma família assim.
E o medo de alguém tão menor que eu desde a criação natural da ordem divina. A impotência diante de uma fase interminável e justificada por alguém amado.
O descontrole.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Num estalo
Há vários modos de se perder a vida. Dois deles, porém, me chocam um pouco mais. Há quem perca desde ainda criança a chance de fazer a vida valer a pena. Deixa passar as broncas da mãe, não se importa com os conselhos do pai ou ainda, pior, sequer contou com eles durante essa fase. Daí cresce. Ou melhor, daí perde o tempo e fica mais velho, porque muita gente assim não cresce. Só aumenta as dezenas na carteira de identidade. A mentalidade continua sendo aquela mesma de alguém que não ouvia a mãe, brigava com o pai ou que saía por aí sem dar satisfação a ninguém.
Há quem perca a chance de ver a vida valer a pena porque alguém lhe tomou essa oportunidade. Perdeu o bem mais precioso. Pá.
A agonia deve percorrer cada centímetro do corpo onde o sangue ainda pulsa, mas vai dando vazão numa saída muda. O desespero deve correr os poucos lapsos de oxigênio. A tristeza, embalar e o coração querer gritar aos presentes, aos amantes todas as alegrias e certezas daquele ser até ali.
A vida é mesmo um fio fino que à toa escapa.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
domingo, 25 de novembro de 2012
Meu amigo
'É pena que você não sabe não'
Mas ficar sem você às vezes dói
E olha eu que pensei que era só o amor que acabava
Só que não, amizade também.
E foi aí que entendi o valor de um 'caro amigo'
Com o tal do tempo a gente vai revendo os amigos
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012
de tudo o que perdemos
Eu tenho que parar de iniciar frases na condicional, deixar de
aprisionar minhas ideias em algo de um tempo nunca vivido. Parar de
imaginar bobagens, de dormir com a porta fechada como se alguém pudesse
entrar no meio da noite para assombrar qualquer sonho bom. Parar de
pensar no que seria da vida e encarar que só há uma coisa a fazer todos
os dias, inclusive nos mais difíceis.
Viver com uma certeza assim talvez
fosse muito mais fácil do que pra alguém que ouviu a vida inteira que a
única certeza de fato é a morte. Sair sem medo de pisar em algum deixado no caminho, apanhar, reconhecer
valor...
Sobreviver.
Foto: Reprodução (500) Days of Summer.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
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