Páginas

Mostrando postagens com marcador amizade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amizade. Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de dezembro de 2013

sabores do ano que não terminou em agosto

o ano não acabou em agosto. os meses seguintes tiveram sabores distintos: o amargo do medo, da competição, da desatenção alheia; o doce da amizade, da conquista, do sorriso perdido na praia de Ipanema; o azedo da decepção, da soberba, da mediocridade; o salgado do mar e das contas a pagar. 

e talvez o mais gostoso deles: o agridoce da descoberta de mim mesma.

eu tracei as minhas metas pensando em apurações insanas, plantões intermináveis, em rotinas e na falta delas, simplesmente porque eu sabia que isso me movia, me tornava útil, me fazia viva. mas não. não era nada disso. 

o combustível deixou de ser a superação intelectual. bobagem! 

o que move cada extremidade do corpo agora é muito maior do que a arte de contar histórias alheias. exatamente neste momento há uma compreensão das peças que faltam a ser completadas e que não serão o trabalho que trarão.

é essa delícia de brisa que mostra como é bom estar vivo, como é bom conhecer sorrisos e ser lida por eles. é apreciar o sol te acordar de manhã, estar apto a caminhar por um calçadão com cenário deslumbrante, sentir-se abraçada por Deus,  beber um chope gelado com um novo amigo, encontrar um conhecido no meio da rua, celebrar com os amigos, reconhecê-los, ser amada, amar, estar em família, desejar tem uma só pra você, cultivar admiradores, semear boas coisas, ouvir, respirar profundamente, cantar com uma criança, sorrir como uma. 

ver a beleza em coisas simples, não se esforçar para encontrar momentos de felicidade. eles simplesmente acontecem todo o tempo, basta perceber que os ciclos não terminam antes que você se permita cumpri-los. 

terça-feira, 25 de junho de 2013

faça-me rir



pode tudo ser uma questão de ponto de vista, mas criar expectativas é algo inerente ao ser humano. e isso é tão ruim. 

a gente se apega a palavras, momentos. acredita ter amigos, amores, família. talvez seja um pouco do amargor que faça eu pensar assim. mas acho tudo muito ruim. 

eu queria mesmo  não ter esperado tanto assim e ser surpreendida. é tão bom abrir um sorriso largo e sincero. ser honestamente rendida pela capacidade do outro de desarmar as barreiras que criamos para nos proteger. sorrir. 

se surpreender. 

esperar pelo pior talvez fosse uma maneira mais simples de conseguir momentos, mesmo que pequenos, de felicidade. quando acontecesse tudo ao contrário do imaginado, a gente simplesmente mostraria os dentes e deixaria escorrer a lágrima da alegria. 

se surpreender com o pior. 

pode ser que olhando do outro lado, o pessimismo corrompa toda a energia para tentar deixar a felicidade aflorar. mas é como disse, criar expectativas é algo inerente ao ser humano. e isso é tão bom. 

a gente se apega a finais nos quais todo mundo ri. 

deixa eu terminar desse jeito para que você também acredite que comigo foi assim. 

só que a gente se surpreende.

domingo, 25 de novembro de 2012

Meu amigo


'É pena que você não sabe não'
Mas ficar sem você às vezes dói
E olha eu que pensei que era só o amor que acabava

Só que não, amizade também.

E foi aí que entendi o valor de um 'caro amigo'
Com o tal do tempo a gente vai revendo os amigos
Nas visitas e nos conceitos