Páginas

Mostrando postagens com marcador desilusão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desilusão. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de junho de 2013

faça-me rir



pode tudo ser uma questão de ponto de vista, mas criar expectativas é algo inerente ao ser humano. e isso é tão ruim. 

a gente se apega a palavras, momentos. acredita ter amigos, amores, família. talvez seja um pouco do amargor que faça eu pensar assim. mas acho tudo muito ruim. 

eu queria mesmo  não ter esperado tanto assim e ser surpreendida. é tão bom abrir um sorriso largo e sincero. ser honestamente rendida pela capacidade do outro de desarmar as barreiras que criamos para nos proteger. sorrir. 

se surpreender. 

esperar pelo pior talvez fosse uma maneira mais simples de conseguir momentos, mesmo que pequenos, de felicidade. quando acontecesse tudo ao contrário do imaginado, a gente simplesmente mostraria os dentes e deixaria escorrer a lágrima da alegria. 

se surpreender com o pior. 

pode ser que olhando do outro lado, o pessimismo corrompa toda a energia para tentar deixar a felicidade aflorar. mas é como disse, criar expectativas é algo inerente ao ser humano. e isso é tão bom. 

a gente se apega a finais nos quais todo mundo ri. 

deixa eu terminar desse jeito para que você também acredite que comigo foi assim. 

só que a gente se surpreende.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Velha infância, não mais

Eu já tinha ouvido a verdade de todo mundo. Mas Alguém quis que eu ouvisse cada sílaba ser pronunciada pelo som inconfundível da sua voz. Doeu em cada parte do - nos-sa his-tó-ri-a a-do-les-cen-te. Eu só não esperava que você fosse capaz de completar o meu tormento ao ouvir tudo aquilo, me dizendo da história que você escolheu viver. Ficou claro que se cansou da velha infância, dos domingos na beira do rio, da falta de convivência, das cartas semanais que chegavam do correio. É normal - só eu que não tinha percebido. É claro que você um dia teria que seguir com alguém que estivesse by your side. Nada fica congelado, embora eu adoraria apertar o play de onde paramos. 
Me fazendo ouvir a verdade, você só fez assassinar qualquer vigor do nosso plano de vida. Mas, que plano? Eu devia ter entendido que seus não-sinais eram a sua mensagem mais clara sem massacrar todos os meus sentimentos.
De amarelo desbotado o nosso livro ficou escuro e, de repente, foi tomado pelo branco surpreendente que o fez sumir. Mas, que livro?