Pessoas, momentos e histórias sempre há algo a mais: ponto escondido, olhar enrustido, vírgula fora do lugar ou tê sem cortar.
segunda-feira, 14 de outubro de 2024
Oh besta tinada!
sexta-feira, 27 de agosto de 2021
good fit
I’m exhausted and I haven’t done anything.
I’ve been crying since you left.
Not that I want you back.
I want myself.
I don’t know why I worry so much.
In the end, everything will be alright - they say.
Is it the end yet?
In one day I feel empowered and full of energy.
Next, I want to cuddle with myself.
I want to cry my heart out.
I think of my grandma and how she was always smiling.
Those are the memories I hold close.
She is bipolar, schizophrenic - they say.
I say she is Gemini.
Women are cyclical they say.
Am I walking in circles?
My therapist told me to be light.
I thought I was light.
We all are - they say.
segunda-feira, 12 de abril de 2021
Pra ter fé
Ultimamente tem sido café
Nem tão preto e forte, geralmente desejo um café caramelo com leite de amendôas.
Me estranha ser café o que me faz ir pra cama feliz
A certeza de que no dia seguinte terei café.
Daí, de repente, penso que não é o café, mas o simbolismo.
É o carinho matinal de encontrar a bebida quente feita pelo marido,
é ter uma casa segura e alegre.
O café é a materialização de um sonho,
é quando acordo que começo a sonhar.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
Mesmices
Dez anos mais experiente e ainda sofro de "e Ses". O presente nunca parece me preencher e ficou retomando fantasias do passado como se naquele tempo eu tivesse, de fato, sido feliz.
O que me falta na verdade é um amigo capaz de me dar choques de realidade e me lembrar que nem tudo eram flores "naquele tempo".
E se a gente ainda estivesse junto?
E se as coisas tivessem sido diferentes?
E se eu tivesse sido mais paciente, amável e tolerante?
E se você tivesse sido mais paciente, amável e tolerante?
Do que importa?
O que está feito assim está.
Melhor deixar ser como será. Seguir e viver.
Só gostaria de arrancar do peito essa angústia que se confunde entre depressão e ansiedade.
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
my married merry christmas
He bought Christmas balls for our tree
And waited for me in the front door
Huge hug, stocking Santa hat and chocolate
His touch was warm and make me comfortable after the long day
I took a hot shower while he watched his cartoon
Cute, he asked me if he could watch another one
We decorated our tree together
We were blessed
Happy in that moment
We were everything we want to be
We slept well
He woke me up with coffee
Ready to have me
Ready to feel how wet I was
He licked me fast I asked him to slow down
He wanted me
He had me
Ho! Ho! Ho!
Oh! Oh! Oh!
... I finally understood the joy of a Christmas morning
My holy married merry Christmas!
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
On Ocean & Alamitos
Wait!
Wait!
Wait!
On that cross walk she noticed cars coming and going.
People listening to music, late people and others into themselves, just like her at that moment.
Lost in her own mind.
Wait.
Wait.
Wait!
What was she waiting for anyway?
It might be a sign to walk again.
Move on.
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
process
Internal archive of us
sábado, 9 de maio de 2015
extenuante
quinta-feira, 7 de maio de 2015
O alienado não escreve. Escreve? Escreva-me
Às vezes ele simplesmente se apossou de mim, consumi o tempo sem experimentá-lo, o momento passou por mim e eu nem me dei conta, foi como um sopro de vento que a gente só repara quando já passou.
E se a bolha for o melhor lugar?
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Perdas e ganhos
Qual é o problema com a alegria? Ela não precisa mesmo ser um problema. Precisa?
Às vezes falta o ar. Uma perturbação que assusta. Estou me perdendo ou me ganhando?
domingo, 29 de março de 2015
A Marca Humana, The Human Stain
O que é o Brasil?
A rua é o local do trabalho, do Estado , das leis e também da surpresa, da tentação e do lazer. Casas são habitadas por famílias cujo núcleo é constituído de pessoas que possuem a mesma substância. A mesma carne e o mesmo sangue que legitimam um nome comum e sugerem interesses, tendências, bem como um destino compartilhado. O mundo exterior ou "público", medido pela competição e pelo anonimato, onde as coisas são imediatamente trocadas por dinheiro, é substituído por favores e presentes cujo retorno chega a longo prazo e sem cobranças, naquilo que chamamos de confiança, de amor e de lealdade, esses valores maiores da nossa concepção de parentesco. Em casa somos marcados por supremo reconhecimento pessoal. Como a casa não é governada pelas leis escritas do Estado, que sempre mudam, ela tem uma referência muito mais confiável do que as instituições públicas. Nossos almoços de domingo continuam os mesmos, ao passo que mudamos muitas vezes de regime político, de moeda... (Páginas 14 a 27)
A mistura, a farofa brasileira
No século XVII, Antonil escreveu: "O Brasil é um inferno para os negros, um purgatório para os brancos e um paraíso para os mulatos". No Brasil, o ambíguo é reinterpretado como um dado positivo na glorificação da mulata e do mestiço como sendo, no fundo, uma síntese perfeita do melhor que pode existir no negro, no branco e no índio. . O Brasil ultrapassa os dualismos nele contidos. Entre nós, a lógica exclusiva do dentro ou fora; do certo ou errado; do homem ou mulher,; do casado ou separado; de Deus ou Diabo; o preto ou branco não ajuda muito. Pois sempre existe um terceiro termo ou um elemento mediador. Isso é muito claro na discussão do nosso racismo, orque entre a oposição negro e branco há uma multidão de tipos intermediários e não um espaço vazio, como no caso dos sistemas discriminatórios sul-africanos e americano. Nos Estados Unidos, na lógica de Antonil, o mulato é a revelação corporificada do pecado e de uma vergonhosa intimidade entre as camadas sociais iguais, mas que deveriam permanecer separadas. Do mesmo modo que as leis de uma sociedade igualitária e liberal não admitem o "jeitinho"ou o "mais ou menos", as relações entre os grupos sociais não podem admitir a intermediação — a negação do indivíduo que é o centro legal e moral do sistema. Daí, a nossa crença de que não temos preconceito racial, mas social, o que tecnicamente é a mesma coisa. (Páginas 21 e 23)
Comida e alimento
No Brasil, comer diferencia-se do mero ato de alimentar-se. Os americanos, que "comem para viver", inventaram o fast-food (alimento rápido) e, assim, comem em pé, sentados, com estranhos ou amigos, sós ou acompanhados. Mas, nós, brasileiros, que não esquecemos o viver para comer, sabemos que nem tudo o que alimenta é gostoso ("tem paladar") ou é socialmente aceitável. Com isso sabemos que nem tudo o que é alimento é comida. Alimento é tudo aquilo que pode ser ingerido para manter a pessoa viva; comida é tudo o que se come com prazer, de acordo com as regras mais nobres de preparo, serviço e comensalidade. O alimento é a moldura; mas a comida é o quadro, aquilo que é valorizado dentre os alimentos; o que deve ser saboreado com os olhos e, depois, com a boca, o nariz, a boa companhia e, finalmente, a barriga. (Páginas 29 a 31)
The Question Answered
What is it men in women do require
The lineaments of Gratified Desire
What is it women do in men require
The lineaments of Gratified Desire
BLAKE, William. (1757 - 1827)
Fúria existencial
quarta-feira, 25 de março de 2015
Você devia ter sido o primeiro homem da minha vida
O que aconteceu com você? Acho que você simplesmente não quis ser o primeiro da minha vida. Talvez tenha sido a pressão, você não sabia lidar com algo tão novo, talvez tenha sido covardia mesmo. Falta de coragem — é isso o que eu penso que foi. Embora um homem bronco, criado na roça, criado para ser "homem", faltou bater no peito e honrar seus compromissos quando lhe exigido fora. Foi medo?
Você não quis enfrentar a todos os que estavam à sua volta para estar comigo. Não aceito o "não pode" — você não quis.
Cresci com minha mãe e minha vó. Elas me ensinaram cedo que "quem quer faz, quem não quer manda". Se você quisesse estar comigo, assim como quis naquele momento extremo de prazer e excitação no qual eu comecei a nascer, você estaria.
Às vezes me pergunto se você tem alguma dimensão de como a sua renúncia e ausência impactaram no modo como eu sou e em como eu me relaciono com os outros — especialmente com os homens. Não, você não faz a mínima ideia. Você sequer me conhece.
Você não quis me conhecer. Afinal, você não quis fazer parte da minha vida ou de nada disso. Quem me vê exalta minha inteligência, beleza, coragem, educação. Reforçam a mulher forte em que me tornei. Para mim tudo isso é o puro reflexo das mulheres que me criaram. E, não, não vou agradecer a você por ter ao se renunciar do papel que lhe cabia ter me embrutecido pela vida.
Quantas vezes eu quis entender o que é almoçar em família, domingos, viagens. "Como foi na escola? Quem é esse garoto? Quem é a minha menina?". Eu cresci na defensiva. Eu acabei criando um modo conturbado de me relacionar com os homens. Eu fui devota a eles. Eu me anulei por eles. Eu quis satisfazê-los e quase esqueci de mim mesma.
Havia (e há) uma razão para tudo isso. Eu temia que eles, como você, fossem embora. Ou nunca ficassem. Ou se cansassem de mim. Ou sumissem. Hoje é bom compreender tudo isso e me amar um bocado mais. É bom não ter que me desafiar para provar do que sou capaz para amar ou para provar que posso ser amada. Eu posso e eu sou. E é uma pena que você não tenha sido o primeiro homem da minha vida, pai.
sábado, 31 de janeiro de 2015
autocorrect
A Ana que canta, dança e odeia.
Cobrança, cobrança, cobrança.
A Ana que ama também esperneia.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
paradoxo
domingo, 9 de novembro de 2014
Na dela
A fumaça não a incomodou, ao contrário. A sauna criada no cômodo extenso até provocava um certo prazer, uma ambientação erótica que muito combinava com aquela sensação de autocurtição que procurava. Uma prova de que era dona de si.
A escolha das músicas talvez até pudessem ter alguma influência. So what? A vida é feita de trocas. Todos somos influenciáveis, um pouco ingênuos e desconfiados na medida que cabe a cada um. Sua autoconsciência de suas escolhas era uma garantia de que era dona de si.
O próprio toque uma comprovação de seu poder ilimitado sobre si mesma. Não importa de onde a inspiração venha, onde ela se fantasia, onde ela aprende ou aprimora suas técnicas. Dona de cada centímetro, sem que ninguém a chame de sua.
É preciso muito sim. É preciso enorme uma compreensão da responsabilidade que é amá-la. Ela reflete um pouco sobre o que lhe é dito, sobre os rumos que as coisas vão tomando. As escolhas que ela faz são prova da expectativa que ela deposita em algo que pode ser a extensão de uma aventura. Um prolongamento. Heaven only knows.
Ela tem uma mente aberta e sempre se permitiu. Às vezes se condenou, às vezes se culpou, sim. Natural. O mundo é hipócrita demais e sua autoconsciência sobre seus desejos e pulsões já a fizeram pensar que deveria parar, mas ela é maior do que isso. Viveu cada segundo de suas vontades como lhe era permitido e isso requer inventividade.
Criar sempre foi algo que ela dominou bem. Ela cria sua própria independência, a seu modo.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
A caminho do trabalho
Parece que Ele deixou tudo assim claro, pintou tudo num azul sereno, como um azul tem que ser de verdade. É como se o mundo inteiro estivesse envolto num manto onde só há paz. Porque a verdade maior é essa: só deveria mesmo haver paz. E amor.
